sábado, 24 de abril de 2010

Guia Geográfico

Boa tarde,

http://www.guiageo.com/


Esta dica de site é para quem gosta de mapas!
Todos os tipos, muitos lugares!!!
Mapas pra todos os gostos.



Eu particularmente adoro esta imagem do mundo a noite. Inclusive ela está no 1º volume do caderno do aluno da 1ª série do ensino médio.
Podemos chegar a várias conclusões e questões somente com esta imagem.

Deixe sua questão ou comentário!!!!

sábado, 17 de abril de 2010

Criação de dois novos Estados brasileiros - Carajás e Tapajós

Boa tarde a todos!
Enquanto me distraio um pouco navegando pela internet para descansar minha mente do resumo que preciso terminar até amanhã, encontrei algo bem interessante, especialmente para os alunos da 2ª série do ensino médio, que estão aprendendo sobre "A gênese das fronteiras brasileiras".
Segue o texto encontrado no Yahoo! notícias.

Carajás e Tapajós podem ser os novos Estados do Brasil

A Câmara está na iminência de permitir a criação de mais dois Estados no País. Carajás e Tapajós podem surgir retirando a região sul e sudeste do Pará e a divisa do Estado com o Amazonas. Na noite de quarta-feira, deputados aprovaram requerimento para votar em regime de urgência os dois projetos para haver plebiscito nos municípios envolvidos, passo decisivo no processo de formação dos Estados. A decisão dos parlamentares sinaliza para aprovação dos projetos.
Pelas regras na Câmara, é mais difícil conseguir o regime de urgência - mínimo de 257 votos a favor com registro nominal - do que aprovar esse tipo de projeto, com maioria simples e sem exigência de registro de votos.

Os projetos de decreto legislativo, já aprovados pelos senadores, podem entrar na pauta ainda em abril. Concluída a votação na Câmara, serão promulgados, sem necessidade de sanção do presidente da República. E os plebiscitos devem ocorrer em 2011.

Se o resultado da consulta popular for positivo, um projeto de lei complementar terá de ser votado para disciplinar a forma de criação dos Estados. A votação na quarta-feira passada foi apertada e os projetos passaram quase no limite de votos.

O projeto de Carajás teve 261 votos a favor (4 a mais do que o mínimo), 53 votos contrários e 14 abstenções. No caso de Tapajós, foram 265 a favor, 51 contrários e 13 abstenções.

"Aberração"

O deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP) classificou de "aberração" a proposta de criação dos novos Estados. "Estamos criando mais gastos públicos", protestou. "Os Estados não são viáveis economicamente e quem vai bancar será a União." Ele apontou como aumento de despesas a necessidade de montar as estruturas como o palácio do governo, tribunais de contas e assembleias legislativas.

O deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA) contestou o tucano, apresentando tabela comparativas do IBGE. O desmembramento de Goiás para dar lugar ao Tocantins resultou, segundo o levantamento, em crescimento de 155% do PIB no período de 1988 a 2006, para os dois Estados, enquanto o crescimento registrado no País foi de 58% do PIB. Crescimento também foi registrado em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, após a divisão.

A área de Tapajós ocupa 58% do Estado do Pará. Menos extenso, mas com a maior reserva de minério e a represa de Tucuruí em seu território, a região conhecida por Carajás tem tamanho semelhante ao Equador e um pouco maior do que a Inglaterra. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Resumo Índia

Como prometi aos meus alunos da 3ª série do Ensino Médio, aí vai o resumo que utilizei como atividade em sala de aula.

Índia


Cerca de 3000 anos a.C. o Vale do Rio Indo era habitado por uma população de pele morena ou negra, provavelmente vindas da África e por volta de 1400 a.C. a região foi invadida pelos arianos, povo de pele clara e cabelos loiros, que introduziram ali um sistema de divisão da sociedade em castas, cujo pertencimento era hereditário, e um conjunto de textos sagrados (os Vedas), escritos em sânscrito. Originalmente havia três castas: Os detentores do Saber (como os sacerdotes, os brâmanes), do Poder (príncipes e guerreiros) e do Ter (proprietários). Mais tarde seria criada a quarta casta, a dos trabalhadores saídos das populações locais. Os pátrias, ou seja, aqueles que não pertenciam a nenhuma das castas, eram considerados inferiores e, portanto eram marginalizados.
A cultura e as práticas religiosas hinduístas nasceram da fusão entre os ritos e costumes dos povos do Vale do Rio Indo e o sistema social e cultural dos invasores arianos. Conforme se expandiram por toda a península indiana, agregando outros povos, foram fundindo seus costumes e incorporando novas castas, que chegaram a cerca de 2400.
A partir do século VII os muçulmanos começam a chegar na Índia, e ocupam principalmente a região norte da península. Os muçulmanos são a segunda maior religião da Índia, atrás apenas do hinduísmo.
Em 1498 Vasco da Gama chegou na Índia e a rota marítima de especiarias e tecidos indianos é aberta. Durante três séculos as potências européias disputaram o controle desta rota, até que no século XIX o Império Britânico (maior desta época) tomou a Índia como sua colônia. Durante a maior parte do tempo, os britânicos dominaram através de alianças com os marajás e sultões que detinham os poderes locais, o que manteve o sistema de poder já existente. Porém, a geografia da península foi drasticamente modificada, com crescimento industrial e cidades costeiras, expansão das ferrovias, cultivo para exportação (algodão), etc. A Índia sofreu com os altos impostos da coroa britânica, e passou por uma fase de concentração fundiária e decadência social.
MAHATMA GANDHI E A LUTA PELA INDEPENDÊNCIA
O movimento pela independência da Colônia Britânica da Índia começou com a fundação do Partido do Congresso, que buscava atrair a população para seu programa nacionalista. A maior parte dos seus membros era constituída de hinduístas, vivia nas cidades e pertencia ao pequeno círculo dos indianos que frequentavam as universidades. O nacionalismo indiano nasceu muito distante tanto das comunidades e aldeias camponesas, nas quais vivia a maior parte da população, quanto das vastas e miseráveis periferias urbanas. E mais distante ainda da população muçulmana que, em 1905, criaria seu próprio programa de libertação nacional através da fundação da Liga Muçulmana.
Diante deste cenário desolador surge o maior líder da história da Índia, Mohandas Karamchand Gandhi (1869-1948). Formado em Direito em Londres, Gandhi ingressou no movimento nacionalista indiano e pregava que a verdade, a pureza e a não-violência são as únicas forças que devem ser utilizadas para modificar a vontade do outro. Diante disso, dezenas de milhões de indianos passaram a boicotar os produtos manufaturados vendidos pelos britânicos, a desobedecer silenciosamente às suas ordens e a resistir pacificamente a seus exércitos. Em 1935, o Partido do Congresso (religião Hindu) estava bem estabelecido e decidido a lutar pela independência, assim como a Liga Muçulmana, esta, porém, intencionando dividir a índia em dois Estados independentes, um hindu e outro muçulmano.
O advento da 2ª Guerra Mundial acelerou o processo de independência, e com o consentimento dos Britânicos, em 1947 surgem dois novos Estados independentes: União Indiana (hindu) e Paquistão (Ocidental e Oriental; Muçulmano).
A partição da Índia provocou uma das maiores tragédias da era moderna. Nos meses que se seguiram à independência, cerca de 15 milhões de pessoas foram obrigadas a cruzar as recém-marcadas fronteiras entre a Índia e o Paquistão. Os problemas dessa partilha se arrastam até hoje. A região da Cachemira, por exemplo, onde a maior parte da população é muçulmana, ficou para a Índia. Até hoje, o Paquistão reivindica direitos sobre essa área.
O Paquistão Oriental, por sua vez, era habitado pelo povo bengali, também muçulmano, mas distinto dos povos do Paquistão Ocidental dos pontos de vista étnico e cultural. Em 1971 os bengalis declararam sua independência. O governo paquistanês, sediado no Paquistão Ocidental, mandou suas tropas para a região, dando início a mais um episódio de guerra civil na Península Indiana. Para fugir da violência das tropas paquistanesas, milhões de bengalis partiram para a Índia, que acabou enviando seu exército para apoiá-los. Em 1972, com a derrota das tropas governamentais paquistanesas e a vitória dos nacionalistas bengalis, nascia um novo Estado independente na região: Bangladesh, com capital em Daca.
Hoje, a Índia é uma das principais potências industriais do continente asiático. Com investimentos da ex-União Soviética durante a Guerra-Fria na indústria de base, hoje o país possui um grande parque industrial, principalmente indústrias de alta tecnologia. Todas as grandes empresas da indústria de informática possuem filiais na Índia (IBM, Microsoft, Apple, Motorola, Siemens, etc). É um dos maiores exportadores de softwares e mão-de-obra especializada, principalmente nas áreas de engenharia e informática. Apesar deste grande pólo industrial e tecnológico, a Índia apresenta uma grande desigualdade social. Sua população ainda é concentrada na zona rural, vivendo em condições de miséria e mantendo antigas tradições religiosas. Cerca de 80% da população sobrevive com até 2 dólares por dia. Mesmo assim, a Índia se mostra um grande mercado consumidor em expansão, pois, mesmo que somente 20% da população tenham poder de consumo, essa porcentagem representa cerca de 200 milhões de pessoas, mais do que toda a população brasileira.

Fonte: ARAUJO, Regina; GUIMARÃES, Raul Borges; RIBEIRO, Wagner Costa. Construindo a geografia. São Paulo: Editora Moderna, 1999.

domingo, 11 de abril de 2010

XIII OBA - Olímpiada Brasileira de Astronomia e Astronáutica

Mais uma vez fiquei meses sem "blogar"!!
O motivo é simples, mas não convence muito, admito.
Fiquei, e continuo, sem internet em minha casa. E pra piorar, estou sem wireless na escola também.

Mas enfim, a partir de agora o Caderno de Mapas voltou, e para reabri-lo, aí vai algumas informações sobre a XIII OBA - Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica. Este ano de 2010 a Escola Estadual Prof. Ângelo Barros de Araújo irá participar.
A prova será realizada no dia 14 de maio na própria escola. Todos os alunos interessados devem se inscrever até o dia 30 de abril comigo, professor coordenador da Olimpíada na nossa escola.

Quem quiser estudar um pouco antes da prova, aconselho entrar no site www.oba.org.br, e procurar pelas provas dos anos anteriores. Isso com certeza o ajudará a ir melhor na prova, e a ter uma ideia do irá enfrentar no dia 14 de maio.

Sem mais, qualquer dúvida, curiosidade ou outra coisa qualquer, entre em contato, ou pelo blog mesmo, ou comigo na escola!
Grato,
Saudações geográficas!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

MP-458

A Medida Provisória Nº 458 prevê a regularização fundiária da Amazônia Legal. A medida assinal pelo presidente criou grande discussão no meio legislativo e na comunidade científica.

Descobri que não é possível anexar aquivos no blog, portanto, colocarei apenas os links das reportagens da BBC Brasil, e me disponho a fornecer o arquivo da MP-458 por e-mail.

Seguem os links:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/07/090722_amazonia_numeros_fbdt.shtml

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/07/090729_amazonia_buscaporterra_pc_ac.shtml


http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/07/090730_amazonia_borari_pc_ac.shtml

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/07/090730_amazonia_comunidades_pc_ac.shtml

Boa leitura!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

A questão agrária

Saudações!!!

Mais uma vez abandonei o blog por um tempo. Eu sabia desde o início que não seria fácil mantê-lo atualizado.

Enfim, entender "a questão agrária" é de vital importância para compreendermos o papel do Brasil no cenário mundial. Deixamos de ser um país essencialmente rural. Porém, mantemos certas características de nossas raízes, e devemos conhecê-las, pois a partir delas podemos entender o processo histórico pelo qual o país passou até chegar no ponto em que está hoje.

Este tema está sendo discutido em sala de aula, e os alunos tiveram grandes dificuldades no tema. A avaliação foi essa semana, então ainda não identifiquei plenamente os motivos das dificuldades.
De qualquer maneira, deixo aqui um site que serve como base para qualquer pesquisa na área, o portal do ministério da agricultura (www.agricultura.gov.br).
Na seção das Relações internacionais, estão à disposição do internauta diversos relatórios do Agronegócio brasileiro, sendo possível realizar uma análise rápida da importância que agricultura de nosso país exerce mundialmente.

Sem mais,
abraços geográficos!!!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Mudanças climáticas globais: evidências e divergências

O texto que segue foi apresentado para os alunos do ensino técnico no Colégio Tableau de Caraguatatuba no dia 03 de junho de 2009.
Eu e mais três professores da E.E. Ângelo Barros de Araújo (Marcelo, Alexandre e Rosângela) falamos sobre o tema transversal "Meio Ambiente".
Foi uma noite extremamente agradável, de grande proveito tanto para os alunos como para nós, palestrantes.

Mudanças climáticas globais: evidências e divergências
A virada do milênio trouxe à tona diversos dados relativos às mudanças climáticas globais. As discussões iniciaram em Estocolmo na década de 1970 se fortaleceram com a Eco 92, e os relatórios do IPCC (Intergovernamental Panel on Climate Changes) colocaram definitivamente o "aquecimento global" na agenda internacional nesta década. Cientistas ao redor do mundo afirmam que as ações antrópicas decorrentes da revolução industrial vem colaborando para o aumento da temperatura média global a partir de 1750. Segundo estes cientistas, estamos presenciando as primeiras consequências de nossas ações, que seria a resposta da Natureza às mudanças provocadas pela humanidade, os eventos extremos: furacões, enchentes, tempestades, derretimento das geleiras, secas etc. Todas essas situações teriam como causa principal o aumento dos gases de efeito estufa na atmosfera, principalmente o dióxido de carbono (CO2), resultado da utilização de combustíveis fósseis como fonte de energia.
Diante desse cenário, o relatório do IPCC afirma que, se nada for feito, a humanidade não resistirá às mudanças climáticas globais que estão por vir. A previsão é de que até 2100 o planeta esteja até 2ºC mais quente, com o nível dos oceanos cerca de 1,5m mais alto, com escassez de água e alimentos, sem petróleo e sem energia. Enfim, o apocalipse.
Por outro lado, um grupo de estudiosos se posiciona de maneira contrária aos cientistas do IPCC. Os céticos acreditam que as conclusões do relatório são precipitadas e alarmantes. Segundo eles, nos últimos 150 anos houveram períodos de queda da temperatura intercalados com os períodos de alta. Eles afirmam que há um ciclo natural de variação da temperatura global e o IPCC faz uma análise errônea dos dados disponibilizados. Alguns céticos até concordam que há mudanças climáticas, mas que ainda é cedo para prever o que, como e quando acontecerão os próximos eventos. Por exemplo, Bjorn Lomborg, defende ações diferentes das propostas pelo IPCC. Segundo ele, o importante no momento é fomentar a pesquisa científica para que sejam encontradas soluções viáveis para a situação, e não gastar bilhões de dólares em medidas que nem ao menos foram analisadas.

Efeito estufa
O efeito estufa é apontado como o fenômeno responsável pelo aumento da temperatura global. Ele é um mecanismo natural que a Terra tem para manter-se aquecida, retendo a radiação solar na atmosfera através dos gases de efeito estufa (CO2, metano, ozônio etc). Porém, os cientistas afirmam que a partir da revolução industrial no século XVIII, a humanidade despejou toneladas de CO2 na atmosfera, potencializando a ação do efeito estufa e, portanto, aumentando a temperatura média global. Segundo os cientistas, o demasiado uso de combustíveis fósseis (petróleo, gás natural, carvão mineral) como fonte de energia é a principal fonte de gases do efeito estufa. Além disso, a queimada das florestas tropicais é outro grande emissor de CO2 na atmosfera, o que coloca o Brasil como 4º maior emissor do mundo segundo relatório do IPCC.
O CO2 é responsável por cerca de 63% do efeito estufa total. Além de ser o gás de efeito estufa mais abundante, devido à quantidade com que é emitido, é o que tem maior contribuição para o aquecimento global: em 2004, representou 77% das emissões antropogênicas globais.
Diante deste fenômeno, as perspectivas do IPCC indicam falta de água potável, crescimento da pobreza, derretimento da geleiras e consequente aumento do nível do mar e o desaparecimento de 20% a 40% das espécies vegetais e animais se o aumento de temperatura for de 1,5ºC a 2,5ºC.
Efeitos no mundo
Segundo esses cientistas cada região do globo sofrerá os efeitos de maneira distinta. Por exemplo, segundo o relatório a África será uma das áreas mais afetadas pelas mudanças climáticas por sua incapacidade de adaptação aos eventos previstos. Há previsões de que as áreas áridas e semi-árias terão um significativo acréscimo, diminuindo, consequentemente, as áreas de plantio, levando ao colapso da produção de alimentos e elevando o nível de desnutrição no continente. Além disso, com a elevação do nível do mar, as áreas mais populosas do continente sofrerão com o avanço do mar, deslocando uma grande massa de pessoas.
O derretimento das camadas de gelo do Himalaia provocarão enchentes e avalanches. Após o derretimento, o fluxo dos rios será menor, o que trará escassez de água potável para uma das regiões mais populosas do planeta.
As mudanças não pouparão os países desenvolvidos segundo o IPCC. Na Europa, as previsões são de que o volume pluviométrico aumente, provocando cada vez mais inundações, além do derretimento das gelereiras das montanhas, o que acabará com o turismo de inverno da região. Porém, o norte do continente tem uma peculiaridade. Dizem os cientistas que no início das mudanças, com o aumento da temperatura, a região terá um aumento de áreas produtivas, o que trará benefícios para os países, no entanto, alertam que tal vantagem será suprimida pelo avanço das mudanças climáticas.
No Brasil, com dimensões continentais, temos previsões de extrema preocupação, principalmente no que diz respeito à diminuição da biodiversidade em todos os biomas, à substituição de parte da amazônia pelo cerrado, inundações em todas as regiões, com excessão da região norte, onde a previsão é de redução das chuvas. Esse aumento da pluviosidade será resultado de um desequilíbrio hidrológico, que consiste em períodos de muita chuva intercalados com outros de estiagem.

Resumindo todas as previsões dos cientistas do IPCC, o mundo deve se preparar para o pior, pois, segundo eles, as evidências estão aí, é só analisarmos as mudanças que já estão ocorrendo em diversas partes do globo.
Os céticos
Mas até que ponto todos esses alertas são reais? Devemos nos preocupar com a situação apocalíptica pregada por eles? Uma grande parcela da sociedade acredita que sim, a situação é urgente, e pede medidas extremas agora. Porém, não é uma opinião unânime. Há um grupo de economistas, cientistas, ambientalistas, estudiosos de uma maneira geral, que acreditam que tais previsões são alarmistas e não condizem com a realidade. Os chamados céticos, alegam que há uma má interpretação por parte dos cientistas do IPCC em relação às projeções futuras. A maioria deles concorda que há mudanças ocorrendo, mas discordam da origem das mudanças e das ações que devem ser tomadas em relação às mesmas.
Paulo Artaxo (físico da USP) diz que a ciência ainda não conhece muitos dos processos que são determinantes no sistema climático, resultando em grandes lacunas na nossa compreensão sobre o funcionamento desse sistema, o que traz incertezas inerentes ao entendimento e previsões do que possa vir a acontecer com o clima de nosso planeta nos próximos séculos. Ou seja, como prever mudanças climáticas para os próximos 100 anos se nem ao menos entendemos plenamente o sistema atmosférico de hoje?
Outra vertente que vai de encontro com as informações divulgadas pelo IPCC, é a defendida por Bjorn Lomborg, um economista dinamarquês que já fez parte do relatório, mas que hoje acredita que as medidas propostas não são as mais adequadas para combater a situação. Segundo ele, as mudanças climáticas estão ocorrendo assim como o aquecimento global, porém, não é possível creditar toda a responsabilidade desses eventos à humanidade. No seu livro "The skeptcal environmentalist - measuring the real state of the world", publicado em 2001, através de análises dos mesmos dados utilizados pelos cientistas do IPCC, ele argumenta que a situação não é tão alarmante, e que as inovações tecnológicas serão capazes de reverter o processo das mudanças que estão ocorrendo. Ele ainda diz que as ações no momento devem focar a pesquisa em busca de soluções, e não agir impensadamente em possíveis soluções de longo prazo, sem o devido estudo necessário.
Outro cético que questiona as conclusões alarmistas do IPCC é Colin Robinson, economista, autor do texto "Economics, plitics and climate change: are the sceptics right?". Alguns dos pontos citados pelo economista são que ainda não há provas suficientes de que o Aquecimento global seja realmente resultado das ações antrópicas. Mesmo dentre os cientistas do IPCC, essa afirmação é carregada de dúvidas, e projeções, não há estudos que comprovem a origem do fenômeno.
Ainda segundo ele, os cientistas ainda tem dúvidas se este aquecimento faz parte de um ciclo, assim como tantos outros ciclos de aquecimento e resfriamento da Terra. Se assim for, as ações propostas para evitar as conseqüências podem prejudicar o ciclo, ou até mesmo, interrompê-lo.

Em quem acreditar?
As mudanças climáticas estão acontecendo e isso é fato. Olhemos as camadas de gelo se derretendo, o aumento no número de furacões, e todos os outros alertas feitos e noticiados. Não há como negar. Porém, essas mudanças são localizadas. O planeta é muito grande para afirmarmos que todos estão sendo afetados pelas mudanças climáticas. Estamos diante de uma questão escalar onde, no momento, as análises devem seguir esse padrão de escalas.
Além disso, as dúvidas são muitas. Não há como provar que o Aquecimento global é proveniente das ações antrópicas, ao menos, não completamente. As análises ainda são superficiais.
Enfim, o problema está aí, e as discussões não podem parar. Devemos sempre analisar os mais variados lados possíveis de uma questão, para que possamos tomar decisões conscientes, e não apenas aceitar as informações.
Qual lado é o verdadeiro? Se houvesse um, haveria tantas dúvidas?

Refências
ATUALIDADES VESTIBULAR 2008. Dossiê: aquecimento global. Editora Abril S.A.: São Paulo, SP, 2008.
IPCC, 2007: Summary for Policymakers. In: Climate Change 2007: The Physical Science Basis. Contribution of Working Group I to the Fourth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change [Solomon, S., D. Qin, M. Manning, Z. Chen, M. Marquis, K.B. Averyt, M.Tignor and H.L. Miller (eds.)]. Cambridge University Press, Cambridge, United Kingdom and New York, NY, USA.
ROBINSON, Colin. Economics, pollitics and climate change: are the sceptics right? Julian Hodge Bank lecture, Cardiff, April 2008.
http://www.lomborg.com/ acesso em 08/06/2009, 17:06h.
http://www.mudancasclimaticas.andi.org.br/ acesso em 08/06/2009, 17:13h.