O seminário será realizado nos dias 29 e 30 de maio (sexta e sábado) no hotel Ilhaflat em Ilhabela. É um tema de extrema relevância para a região, pensando que estamos diante de áreas de vasta biodiversidade animal e vegetal, e com índices de preservação da mata acima da média da Mata Atlântica.
Segue uma nota divulgada pela instituição promotora do evento e o site com maiores informações.
http://www.cedslitoralnorte.org.br/ver_noticia.php?id=28&pag=1
"O Centro de Experimentação em Desenvolvimento Sustentável do Litoral Norte (CEDS), através da parceria com a Universidade Católica de Santos, o ReaLNorte (colegiado com 12 entidades ambientalistas) e a Petrobras, promove nos dias 29 e 30 de maio de 2009 o Seminário Unidades de Conservação da Natureza: Oportunidades para o Desenvolvimento Sustentável do Litoral Norte Paulista.
O evento tem como intuito apresentar os Parques Estaduais, Estação Ecológica, Áreas de Proteção Ambiental e de relevante interesse ecológico, Reservas Particulares do Patrimônio Ecológico, promovendo maior aproximação e diálogo com a sociedade, em busca da sustentabilidade ambiental de nossa região."
Espero encontrar conhecidos no evento. Estarei lá. Abraços!!!
O “Caderno de Mapas” tem como objetivo divulgar e ampliar o conhecimento geográfico como um todo. É voltado para alunos, ex-alunos e pessoas interessadas, que anseiam por espaços de discussão mais abertos. Outro foco do blog é divulgar material de suporte para o conhecimento geográfico no contexto escolar, incluindo notícias, fragmentos de textos e livros, charges, entre outros.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Veríssimo

Gosto muito do Luis Fernando Veríssimo.
Meu irmão (que também é da Geografia) me mandou uma "tirinha" do Veríssimo que compartilho nesse momento.
Achei apropriado, pois se relaciona com a nossa "querida" superpotência atual que tanto "adoramos", e que atua tão "belamente" na geopolítica contemporânea.
VERISSIMO, Luis F. As cobras. São Paulo Objetiva, 2005. 55p.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Geopolítica
Alguns alunos pediram para que eu postasse assuntos relacionados à matéria da primeira série do ensino médio. Sendo assim, como no momento estamos estudando "a ordem mundial", ou "desordem mundial", ou ainda "nova ordem mundial", coloco uma reflexão sobre Geopolítica, feita pelo geógrafo José William Vesentini em sua webpage (www.geocritica.com.br). É apenas um trecho do texto, mas resume a diferença que há entre Geografia Política e Geopolítica. Para os interessados, acessem o site e ampliem o entendimento do cenário mundial atual.
"[...] a palavra geopolítica não é uma simples contração de geografia política, como pensam alguns, mas sim algo que diz respeito às disputas de poder no espaço mundial e que, como a noção de PODER já o diz (poder implica em dominação, via Estado ou não, em relações de assimetria enfim, que podem ser culturais, sexuais, econômicas, repressivas e/ou militares, etc.), não é exclusivo da geografia. (Embora também seja algo por ela estudado). A geografia política, dessa forma, também se ocupa da geopolítica, embora seja uma ciência (ou melhor, uma modalidade da ciência geográfica) que estuda vários outros temas ou problemas. Exemplificando, podemos lembrar que a geografia também leva em conta a questão ambiental, embora esta não seja uma temática exclusivamente geográfica (outras ciências -- tais como a biologia, a geologia, a antropologia, a história, etc. -- também abordam essa questão). Mas a geografia -- da mesma forma que as outras ciências mencionadas -- não se identifica exclusivamente com essa questão, pois ela também procura explicar outras temáticas que não são rigorosamente ambientais tais como, por exemplo, a história do pensamento geográfico, a geografia eleitoral, os métodos cartográficos, etc."
Abraços geográficos...
"[...] a palavra geopolítica não é uma simples contração de geografia política, como pensam alguns, mas sim algo que diz respeito às disputas de poder no espaço mundial e que, como a noção de PODER já o diz (poder implica em dominação, via Estado ou não, em relações de assimetria enfim, que podem ser culturais, sexuais, econômicas, repressivas e/ou militares, etc.), não é exclusivo da geografia. (Embora também seja algo por ela estudado). A geografia política, dessa forma, também se ocupa da geopolítica, embora seja uma ciência (ou melhor, uma modalidade da ciência geográfica) que estuda vários outros temas ou problemas. Exemplificando, podemos lembrar que a geografia também leva em conta a questão ambiental, embora esta não seja uma temática exclusivamente geográfica (outras ciências -- tais como a biologia, a geologia, a antropologia, a história, etc. -- também abordam essa questão). Mas a geografia -- da mesma forma que as outras ciências mencionadas -- não se identifica exclusivamente com essa questão, pois ela também procura explicar outras temáticas que não são rigorosamente ambientais tais como, por exemplo, a história do pensamento geográfico, a geografia eleitoral, os métodos cartográficos, etc."
Abraços geográficos...
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Portal do Exportador
Navegando pela internet hoje, encontrei por acaso um site relacionado ao tema que será trabalhado na segunda série do ensino médio nas próximas semanas: Comércio Exterior.
O Portal do Exportador traz várias informações relacionadas, como tratados internacionais, legislação, estatísticas, que dão um panorama da situação brasileira em suas relações comerciais internacionais.
É um bom passa tempo navegar por essas informações.
Segue o link
http://www.portaldoexportador.gov.br/
Abraços...
O Portal do Exportador traz várias informações relacionadas, como tratados internacionais, legislação, estatísticas, que dão um panorama da situação brasileira em suas relações comerciais internacionais.
É um bom passa tempo navegar por essas informações.
Segue o link
http://www.portaldoexportador.gov.br/
Abraços...
terça-feira, 28 de abril de 2009
... Eras depois ...
Enfim retorno ao blog. Havia comentado que seria difícil mantê-lo atualizado. Não imaginei que aconteceria tão cedo. Mas foi por motivo de força maior. Meu computador ficou "doente" (ainda não está totalmente curado).
Sem mais delongas, segue uma reflexão:
"[...] não basta notar que as relações de comunicação são, de modo inseparável, sempre relações de poder que dependem, na forma e conteúdo, do poder material ou simbólico acumulado pelos agentes (ou pelas instituições) envolvidos nessas relações e que [...] podem permitir acumular poder simbólico. É enquanto instrumentos estruturados e estruturantes de comunicação e de conhecimento que os ‘sistemas simbólicos’ cumprem a sua função política de instrumentos de imposição ou de legitimação da dominação, que contribuem para assegurar a dominação de uma classe sobre outra (violência simbólica) dando o reforço da sua própria força às relações de força que as fundamentam e contribuindo assim, segundo a expressão de Weber, para a ‘domesticação dos dominados’".
Esse texto é de Pierre Bordieu, e se encontra no livro O poder simbólico. de 1989, mas foi retirado do texto de Jorge Luiz Barcellos da Silva e Nestor André Kaercher, num livro organizado por Jörn Seemann, chamado A aventura cartográfica, de 2005.
É uma afirmação bastante forte e com grande significado. Nos adverte sobre o poder que a informação exerce sobre as pessoas e, principalmente, sobre a classe dominada. O fragmento do texto nos leva a refletir sobre o assunto sobre diversos aspectos. No momento prefiro apenas instigar esta reflexão, sem tecer comentários.
Abraços a todos, espero voltar em breve.
Sem mais delongas, segue uma reflexão:
"[...] não basta notar que as relações de comunicação são, de modo inseparável, sempre relações de poder que dependem, na forma e conteúdo, do poder material ou simbólico acumulado pelos agentes (ou pelas instituições) envolvidos nessas relações e que [...] podem permitir acumular poder simbólico. É enquanto instrumentos estruturados e estruturantes de comunicação e de conhecimento que os ‘sistemas simbólicos’ cumprem a sua função política de instrumentos de imposição ou de legitimação da dominação, que contribuem para assegurar a dominação de uma classe sobre outra (violência simbólica) dando o reforço da sua própria força às relações de força que as fundamentam e contribuindo assim, segundo a expressão de Weber, para a ‘domesticação dos dominados’".
Esse texto é de Pierre Bordieu, e se encontra no livro O poder simbólico. de 1989, mas foi retirado do texto de Jorge Luiz Barcellos da Silva e Nestor André Kaercher, num livro organizado por Jörn Seemann, chamado A aventura cartográfica, de 2005.
É uma afirmação bastante forte e com grande significado. Nos adverte sobre o poder que a informação exerce sobre as pessoas e, principalmente, sobre a classe dominada. O fragmento do texto nos leva a refletir sobre o assunto sobre diversos aspectos. No momento prefiro apenas instigar esta reflexão, sem tecer comentários.
Abraços a todos, espero voltar em breve.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Temporariamente sem "postagens"
Boa noite a todos,
Sinto informar que ficarei alguns dias sem "postar" nada no blog.
O motivo é que estou temporariamente sem internet em minha casa, e tenho dificuldade de acesso à internet em outros locais.
Resolverei o problema o mais rápido possível, e logo estarei no "ar" novamente.
Grato,
Hugo Leonardo Marandola
Sinto informar que ficarei alguns dias sem "postar" nada no blog.
O motivo é que estou temporariamente sem internet em minha casa, e tenho dificuldade de acesso à internet em outros locais.
Resolverei o problema o mais rápido possível, e logo estarei no "ar" novamente.
Grato,
Hugo Leonardo Marandola
segunda-feira, 30 de março de 2009
BRICs (Brasil, Rússia, Índia, China)
Jim O'Neill criou a sigla em 2001, e previu que estes países farão parte do centro de um mundo multipolar até 2050.
Diante da crise econômica atual, as previsões de O'Neill parecem mais reais em certos aspectos.
Os países do BRIC têm demonstrado maior estabilidade na crise, sofrendo menos que os países desenvolvidos (membros do G-7), e já mostrando alguns sinais de recuperação, principalmente por parte da China.
Os 4 países juntos chegam a incrível cifra de quase 40% da população mundial, e um crescente aumento no poder de consumo de sua população, o que faz destes países um enorme mercado consumidor, movimentando a economia mundial.
Mudanças no cenário mundial estão por vir, se serão estas previsões de O'Neill, é difícil saber, mas, se for, como disse o economista francês Françoise Nicolas, "será um mundo multipolar bizarro. Os BRIC serão superpotências pobres com mais peso econômico, mas o discurso ainda não estará no mesmo nível dos países ricos".
Isso porque mesmo com a elevação do PIB per capita dos BRICs, mesmo em 2050 esse valor será pelo menos a metade do que é nos EUA por exemplo, justificando o termo "superpotências pobres".
Outro comentário interessante sobre o posicionamento dos países emergentes, é feito por Thomas Klau, que destaca a volatilidade ainda existente nos BRICs, pois "eles querem ter maior poder de decisão e, ao mesmo tempo, em certas questões como o meio ambiente, querem continuar a ser tratados como países emergentes, que não podem cumprir as mesmas exigências dos ricos".
Enfim, estamos vivendo tempos de mudanças econômicas e políticas. Ainda é cedo para dizer que rumo essas mudanças tomarão, mas é necessário estar atento aos acontecimentos mundiais, como a reunião do G-20 que acontece em Londres em breve, para entender a dinâmica do mundo em que vivemos, e nos preparar para os tempos futuros.
Os comentários dos cientistas citados acima foram retirados do site da BBCBrasil.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/03/090330_bricsabertura_ss.shtml
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/03/090330_entrevista_jimoneill_rw.shtml
Diante da crise econômica atual, as previsões de O'Neill parecem mais reais em certos aspectos.
Os países do BRIC têm demonstrado maior estabilidade na crise, sofrendo menos que os países desenvolvidos (membros do G-7), e já mostrando alguns sinais de recuperação, principalmente por parte da China.
Os 4 países juntos chegam a incrível cifra de quase 40% da população mundial, e um crescente aumento no poder de consumo de sua população, o que faz destes países um enorme mercado consumidor, movimentando a economia mundial.
Mudanças no cenário mundial estão por vir, se serão estas previsões de O'Neill, é difícil saber, mas, se for, como disse o economista francês Françoise Nicolas, "será um mundo multipolar bizarro. Os BRIC serão superpotências pobres com mais peso econômico, mas o discurso ainda não estará no mesmo nível dos países ricos".
Isso porque mesmo com a elevação do PIB per capita dos BRICs, mesmo em 2050 esse valor será pelo menos a metade do que é nos EUA por exemplo, justificando o termo "superpotências pobres".
Outro comentário interessante sobre o posicionamento dos países emergentes, é feito por Thomas Klau, que destaca a volatilidade ainda existente nos BRICs, pois "eles querem ter maior poder de decisão e, ao mesmo tempo, em certas questões como o meio ambiente, querem continuar a ser tratados como países emergentes, que não podem cumprir as mesmas exigências dos ricos".
Enfim, estamos vivendo tempos de mudanças econômicas e políticas. Ainda é cedo para dizer que rumo essas mudanças tomarão, mas é necessário estar atento aos acontecimentos mundiais, como a reunião do G-20 que acontece em Londres em breve, para entender a dinâmica do mundo em que vivemos, e nos preparar para os tempos futuros.
Os comentários dos cientistas citados acima foram retirados do site da BBCBrasil.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/03/090330_bricsabertura_ss.shtml
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/03/090330_entrevista_jimoneill_rw.shtml
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